Festa do Octa homenageia campeões da Taça Brasil e Robertão

“Foram títulos conquistados com muito sacrifício, suor e muita categoria. A gente fica muito feliz de ver essas conquistas reconhecidas. Mas o mais importante é rever os amigos daquela época”. Foi nesse clima, narrado pelo eterno Canhão da Vila, Pepe, que aconteceu, na última quinta-feira (10), no Salão de Mármore da Vila Belmiro, a festa promovida pelo Santos FC para homenagear os campeões da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa durante a década de 60. No fim de dezembro, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) reconheceu, após trabalho promovido pelo Peixe, todos esses títulos como Campeonatos Brasileiros, dando ao Clube santista o posto de octacampeão brasileiro – maior detentor de títulos nacionais ao lado do Palmeiras.

Durante a festa, que contou com nomes como Clodoaldo, Coutinho, Dalmo, Dorval, Edu, Joel Carmargo, Mengálvio, Zito, ou seja, uma infinidade de craques, o Clube entregou a todos os ex-atletas réplicas das medalhas das duas competições (Taça Brasil e Robertão) para homenagear os campeões. O meia Elano e lateral-esquerdo Léo também prestigiaram a festa.

Além de uma reparação em relação à história do futebol nacional, o reconhecimento é, também, mais do que justo ao time do Santos FC da década de 1960, considerado o melhor do futebol brasileiro em todos os tempos. A equipe de ouro do Peixe venceu cinco edições da Taça Brasil (1961,1962,1963,1964 e 1965) e uma do Torneio Roberto Gomes Pedrosa/Taça de Prata (1968).

Por isso, no evento, nostalgia e emoção se misturavam nas falas dos eternos ídolos do Peixe. “Foram títulos conquistados da maneira adequada. Mas o mais importante da festa é recordar os amigos”, disse Coutinho. “É bonito viver e estar aqui participando dessa festa. Sentimos que estamos sendo lembrados e reconhecidos”, emendou Mengálvio. Mas a palavra final veio do capitão Zito. “Era um time quase imbatível”. O trio foi pentacampeão da Taça Brasil, ou seja, participou de todos os títulos do Clube na competição, além de ser bi da Libertadores e do Mundial.

Também presente nas principais conquistas da história santista, com direito a gol de pênalti na decisão do Mundial de 63 contra o Milan-ITA, o ex-zagueiro Dalmo Gaspar mostrou muita emoção. “Tínhamos muito orgulho de vestir a camisa do Santos FC. É maravilhoso ver o Santos ser enaltecido e engrandecido. Estou sentindo uma alegria e uma felicidade”, disse o três vezes campeão da Taça Brasil (1961, 62 e 63).

“É maravilhoso, muito legal essa homenagem. Foi uma conquista que alcançamos dentro de campo. A gente fica feliz por esse reconhecimento. Mas o mais importante é rever os amigos”, afirmou o ex-ponta Edu, campeão do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1968). “A conquista de 68 foi uma das melhores que participei. Todas as equipes estavam fortalecidas. Não há o que contestar. Acho que depois da Copa de 70, quando muitos jogadores deixaram o país, penso que não houve uma competição tão nivelada por cima como aquela”, completou Clodoaldo.

“Esses ex-jogadores são personagens da história do Clube e são responsáveis por algumas das maiores alegrias que tive na vida. Por meio desse resgate a história foi referendada oficialmente”, disse o presidente santista Luis Alvaro.

Trabalho de longa data

Os preparativos que culminaram nesse evento que reuniu eternos ídolos do Clube começaram ainda em 2008, quando o Alvinegro Praiano deu início ao levantamento de informações que resultaram em um dossiê estruturado pelo jornalista Odir Cunha e José Carlos Peres, atualmente coordenador do G4 Paulista. O documento atesta a validade dos títulos da Taça Brasil e do Robertão como os campeonatos brasileiros na década de 60.

“O Santos FC é o clube que tem o maior número de craques por metro quadrado. É muito bom ver os rostos deles e perceber que estão muito felizes pelo reconhecimento. Fico feliz por ter participado. É como se eu fizesse um gol em uma final de Copa do Mundo”, afirma Cunha, que esteve presente na festa.

O reconhecimento por parte da CBF aconteceu após a entrega do dossiê em mãos pelo presidente santista Luis Alvaro a Ricardo Teixeira. Assim, no dia 22 de dezembro de 2010, a entidade promoveu evento para homologação dos títulos.

No Memorial das Conquistas, o espaço do octa foi inaugurado pelo Rei Pelé, dia 7 de janeiro. O local conta com réplicas dos troféus desses troféus, além das taças de 2002 e 2004.

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